terça-feira, 30 de setembro de 2014

Pajaros

"E aí crio asas
E aí elas querem voar
Aqui é assim
O que a gente inventa a gente tem"
Eu já as tenho pra qualquer caso de emergência poder usar-las.
Será que agora elas estão pedindo pra passear...
Tal vez... Esse sufoco, vai saber...
Mas me sinto um desses passaros, por enquanto:
"De los pájaros del monte, yo quisiera sé canario
Ay para cantá contigo, en los montes solitarios"
Afinal de contas:::
"Mesmo que não venha mais ninguém
Ficamos só eu e você
Fazemos a festa
Somos do mundo
Sempre fomos bons de conversar"

EU NÃO ME PINDUREI

Hoje eu senti que o forninho caiu.
Hoje eu tive certeza que meu forninho caiu.
O dia estava tão toda delicia toda gostosa e do nada desabou!
Foi o forninho!
Ai depois de um tempo quando tudo estava se acalmando graças a essa aleatoriedade de Foz... O forninho escapou mais um pouco...
Como assim agora existem cobranças?!
Desculpa, não me lembrava desse botão de start que eu tinha apertado.
Mas, ok... Tudo bem... Só acho esquisito... Sei lá, né....

Achando graça

Hoje foi tão gostoso te acordar...
Você faz manha que nem criança pequena.
É tão foto, bonito de ver.
Bom ver alguém acordar com um sorriso no rosto,
melhor ainda saber que você compõe essa alegria.

domingo, 28 de setembro de 2014

Relativismo da saudade.

Você volta logo.
Mas acho que na verdade nem terminei de matar as ultimas saudades.
Sinto um vazio, um vontade de te ver.
É difícil descrever.
Parece que o tempo não passa, parece que o sono nunca vem.
Tento sentar e esperar calmamente.
Mas nunca chega aquele abraço gostoso, aquele cafuné...

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Sufoco

Já faz algum tempo...
Acho que a saudade faz isso.
Faz você me apertar cada vez mais forte.
Já disse tantas vezes e você não parece levar a sério.
Você me sufoca!
Literalmente!
Enquanto dorme você me aperta até eu quase sufocar.
Não que eu esteja reclamando.
Só venho constatando isso.
Venho constatando que me sinto mais segura.
Protegida.
Você me aperta como se pra me lembrar, que você está ali.
Me sufoca!
Sufoca mais!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Sons

Por mais que eu não tenha um ouvido musical eu adoro a todo momento estar ouvindo música.
E pelo menos tento, ao meu máximo prestar atenção em todo e qualquer som ao meu redor.
Obvio que nenhum momento escapa disso.
Tenho medo de sons fortes, como trovões. Eu sei que quando ouço os sons eles já aconteceram e não resta mais nenhum perigo, mas é inconsciente. É um espasmo involuntário do meu corpo assustado ao ouvir um barulho como esse.
Ao mesmo tempo gosto de sons altos como das músicas que eu gosto ou da sua risada histérica que em alguns dias eu daria boa parte dos pertences que não tenho para poder ouvi-la.
Mas são os pequenos e sutis sons que me fascinam.
São as coisas ditas aos sussurros, que eu nunca entendo bem porque sussurramos, mas geralmente são nesses momentos que eu presto mais atenção e que mais sua voz me fascina.
Mesmo eu gostando dos sussurros ainda existe um conjunto de sons que me fascina mais ainda, são exatamente aqueles. Aqueles que só eu consigo ouvir de você. Aqueles que meio que sem querer escapam e me fazem delirar. De olhos fechados posso ouvir cada movimento do seu corpo, a sua respiração, cada mexida com a boca e cada gemido vindo de você. O que só me dá mais vontade de poder ouvir mais. 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Menos isso, mais aquilo

Você chegou e umas coisas pareciam diferentes:
a gente transa menos, beija mais;
a gente fala menos, olha mais.
Parece que no final de tudo isso, a gente sente mais.

Intervalo

Amanhã meu objetivo do dia é estudar.
Quero muito tirar o dia pra ler todos os textos que preciso.
Mas bom mesmo seria estudar com você por perto.
Pois assim toda vez que eu cansar desses textos chatos eu poder olhar pra você e poder ver seu sorriso bobo aberto sem nenhum motivo aparente.
Quinta a tarde não tenho aula, pretendo estudar.
Vem aqui em casa sorrir pra mim nos intervalos desses textos não fluídos?!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Bigornas

Pensei que sentiria mais sua falta. A última vez senti muita, me dava incomodo físico. Era de se perceber em você o mesmo. Hoje não vejo isso, parece que já faz parte de mim esse incomodo da sua ausência. Dói como sempre doeu, porém, já não me importa. E do mesmo modo parece para você, já não importa esse incomodo. Se fez comum.
Talvez isso não seja de todo ruim, pois é um sinal de independência, porém, não tenho certeza se toda essa independência faça bem aos sentimentos que compartilhamos.
A única coisa que tenho a fazer é esperar. Aguardar seu regresso e só então perceber se ainda me causa ansiedade, frio no pé da barriga e taquicardia como em todos os outros reencontros que tivemos.
Talvez isso seja só um indicio de segurança, em saber que por mais que se vá e demore a voltar o outro sempre esperará e a espera só dará mais intensidade ao reencontro. Ou não, posso estar completamente enganada e nada disso fazer sentido nenhum pra ninguém.
O coração dos outros é terra que ninguém pisa. Não sei o que se passa aqui, também faz sentido aí, se nós realmente compartilhamos todos esses sentimentos que fazem com que chovam bigornas. Pesos terríveis na garganta, no peito e na ressaca que tudo isso me dá. 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

"V"

Venho sentido falta, já não chamo mais de saudade.
Vejo saudade como uma coisa boa, que dói, mas é aquela dor gostosa, saudável.
Você agora faz falta, a falta eu vejo como uma coisa ruim.
Verdadeiramente a falta é a morte da esperança, como diz o Nando. Já não tenho muitas esperanças.
Venha logo me mostrar que essa esperança não precisa morrer.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Contradição

Quando se falou de relacionamento de livre associação embarquei de cabeça nessa, totalmente sem pestanejar.
Por que eu não aceitaria. O raciocínio é simples: Você só se mantem com uma pessoa enquanto os dois querem, não por nenhum rotulo imposto ou qualquer outro motivo, é amor até deixar de ser. É liberdade em poder querer ou não querer.
Porém, todo esse pensamento cai - pelo menos pra mim - numa contradição.
Tenho total liberdade em estar com você, essa leveza me faz querer a cada dia mais disso, o que gera uma certa dependência da companhia, da risada, do convívio, que neste momento já se tornou intenso. Se há essa dependência, essa associação já não é mais livre. Afinal estar dependente é não ter liberdade de partir, porém, nesse caso é liberdade em estar mais por perto e se envolver mais. Criando um looping infinito de contradições e nós na minha língua e no meu cérebro a cada tentativa de explicação.

domingo, 14 de setembro de 2014

Tesão cinematografico

Hoje não consegui descobrir se fazer cinema é realmente melhor que fazer sexo.
Porém, que puta tesão!
Sério, um tesão fora do comum.
Ao termino da gravação mesmo eu estando morta de cansada a coisa que eu mais queria era isso.
Eu estava totalmente louca...
Porém, você não estava... Sacanagem.
Na verdade, nenhuma sacanagem.
Mas no fim das contas, depois de um banho gelado percebi que eu queria algo...
Isso era um pouco de carinho e cafuné até eu dormir.
Era um carinho só seu que me cansaço desejava pra descansar em paz.

sábado, 13 de setembro de 2014

Pôr do sol

Hoje como todos os dias fiquei observando o pôr do sol da minha janela.
Que como eu já te disse, é a melhor janela pra se ver isso.
Mas o de hoje foi diferente.
Ele tinha pra mim um ar melancólico.
Eu lembrava do ultimo que tinha visto, tinha sido com você.
Depois de passar um dia todo dormindo, fingindo que o resto do mundo não existia.
Deu saudade, lembrou que você estava longe. Deu mais saudade.
Deu vontade de guardar aquele pôr do sol numa caixa e só abrir com você, pra te mostrar o quanto ele fica mais bonito com você por perto.

Angustia

Passei o dia todo angustiada, pensando no que me aconteceria.
Em quais seriam as surpresas ruins do dia pra mim.
Mas a angustia se fazia maior por saber  que você não ia estar aqui pra me proteger como você mesmo disse.
Enfim, nada aconteceu (até agora).
Mesmo assim já estou angustiada por pensar que será uma semana longa e que não terei você pra acalentar meu choro.
Como faz falta o seu desespero e sua falta de jeito com o meu choro pra me fazer rir.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Prenúncios

Quando te falei de todas as minhas tendencias a loucura, a primeira coisa que você fez foi me assustar mais dizendo que com essas informações você pode me fazer surtar.
Quando falei novamente da minha possível loucura, você riu.
Mal sabe você dos meus surtos e coisas do tipo, deve ser por isso que isso te causa riso.
Agora que sua "amiga" louca dos aliens surtou, começo a ponderar o quanto a sua companhia pode abalar mentalmente alguém.
Pode abalar de modo bom ou ruim, ninguém nunca sabe o efeito que causa exatamente no outro.
Tenho medo de você começar um furacão e eu não ter a minima condição de controlar.

Visões

É incrível como um ponto de vista diferente muda toda uma história.
Pra mim seria uma coisa ruim passar um ou dois dias somente em sua companhia silenciosa, pra mim isso seria um fim anunciado. Sou muito imediatista e preciso sempre de respostas rápidas a qualquer ato meu.
Porém, é uma inquietação minha a trabalhar. Não uma coisa ruim.
Uma companhia silenciosa enquanto você lê ou simplesmente olha pro teto pode ser uma grande demonstração de conforto, afetividade e carinho.
Você não precisa estar me tocando ou falando coisas que na maioria das vezes eu nem presto muita atenção -muitas vezes não presto atenção, não por maldade, mas pela minha simples desatenção natural ao mundo ao meu redor. Basta estar.
É engraçado como as coisas mudam dependendo da lente que te faz ver.

Companhia

É estranho perceber que não importam muito as circunstâncias é sempre aceitável pra acabar dormindo mal ao seu lado
Dormindo mal, pelo simples fato de dormir pouco e ainda acordar na grande maioria das vezes mais cansada do que eu fui dormir.
Além da falta de espaço e do colchão pouco confortável, o que no caso é o que menos influencia.
O que mais influencia é a tal da companhia, que seja como for, me acalenta.
Ela pode ser silenciosa, estranha e até desconfortável em algumas situações. Porém, em outras acaba sendo tão íntima e carinhosa que já tanto faz como está sendo. Basta estar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

De Porto Alegre ao Rio

Todas as vezes que vejo que tenho e-mails novos me animo, achando que um grande amigo, gaúcho que mora no Rio, amigo de longa data me escreveu.
Normalmente, nunca é... Ele anda ocupado, com a nova namorada e os trabalhos.
Mas ontem era!
Uma das perguntas foi exatamente direta: "E o love paranaense?". Ri bastante.
Ainda não respondi, na verdade não sei o que responder.

Abraço

É tão estranho se sentir incomodado dentro de você mesmo.
É uma sensação de agonia e de inquietação que não passam de nenhuma forma.
Nem o sono se torna possível, a inquietação é maior.
Em dias como esse, atitudes simples resolvem as coisas.
A esperança era ter um abraço, só isso.
Um afago.
Não foi possível.
Volto a mesma inquietação.

Vênus

Quando você me comparou a vênus, fiquei intrigada.
Fui rever e analisar todas as representações da vênus que eu conheço.
Não lembrava a qual vênus você se referia no momento, por que esse amor é regado a álcool e eu me recordo dele só por alto.
Vendo todas as representações da vênus não consegui ver em nenhuma delas qualquer uma semelhança a mim.
É tão estranho não se reconhecer na visão que o outro tem de você e as relações são exatamente isso, expectativas que as pessoas tem em você que você não reconhece.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Pequenas paixões

Nunca sei muito bem dizer o que é isso.
Mas existem uns momentos que eu me encontro em face de um grande encanto por uma pessoa que eu mal conheço mas que no momento eu adoraria perder cinco minutos ou um pouco mais ouvindo uma musica, tomando um vinho, trocando carinhos. Ou quem sabe até uma transa.
Geralmente quando o efeito das drogas passa isso passa junto, alguns ficam um tempo.
Mas são paixões bobinhas que acontecem ao acaso e que me dão um impulso do tipo que se você quiser eu levo essa casa numa sacola ou se tu quiser que eu te leve eu aprendo a dirigir. Parafraseando nossos amigos Camelo e também o Carneiro.
Mesmo assim acho incrível que isso vem, isso vai e sempre o assunto volta a estaca zero. Você.
Difícil estar apaixonada e viver cercada de pessoas interessantes.

Homens

Quando se começa a se falar em homem você sempre tem uma resposta padrão das mulheres, "-São todos iguais", "-Nenhum presta!". Mas eu discordo.
Discordo em alguns sentidos. Conheço uma pequena parcela do universo masculino  e realmente tem muitos por ai que não valem nada, do mesmo jeito que também tem mulheres assim.
Eu concordo que todos são iguais, porque eu quando estive com cada um deles senti uma mesma coisa, eles me proporcionaram uma mesma coisa, de modos diferentes, mas sempre um orgasmo.
De fato que alguns são melhores e outros nem sempre são bons, mas eles sempre vem. Fico feliz por eles virem. Por que afinal de contas, em uma mesa de bar já fiquei ciente que realmente existe uma parcelas de homens que não se interessam pelo orgasmo feminino, só pelo deles. Nunca conheci nenhum assim, por isso julgo minha sorte.
Outra coisa que acho difícil de concordar é quando mulher fala que o corpo masculino não é sexy, eu discordo. É de fato que o corpo feminino tem uma maior delicadeza e mais curvas. Mas o corpo masculino é tão bonito em meio a toda uma meia luz. Adoro observar costas, costas são um grande exemplo de virilidade. Elas são de uma delicadeza tão natural e unica que não sei muito bem como dizer o porque elas me atraem, porém, me fascinam.
No momento não sei dizer os principais motivos físicos que me levam ao coito com a pessoa do sexo oposto que venho frequentemente consumando o ato. Porém, é sempre de uma intensidade e uma energia que me contagia e me faz ir além do que já imaginei.
Não sei se é comum a todas as pessoas mas paixões eufóricas e repentinas geralmente me levam a lugares que nunca imaginei e a fazer, pensar e sentir coisas que jurava jamais reviver. É estranho mas estar apaixonada me vem dando vontade de voar a minhas pequenas asas enferrujadas. A ponto de querer fazer documentário etnográfico no alto Xingu ou simplesmente me trancar em um pequeno baú e fingir que o mundo não existe.