Enfim, depois de tanto tempo encontrei alguém que pensasse como eu.
Uma pessoa que não vê a necessidade de um compromisso e que acredita que duas pessoas só ficam juntas enquanto houver vontade mutua. E só até existir essa vontade, pois, como diz aquela banda: "É amor até deixar de ser"
Porém, já se passaram anos, não sei se ainda sou a mesma pessoa que proferia esse discurso talvez cético sobre relações afetivas.
Talvez eu tenha me deixado contaminar por todo esse poder que se envolve em "pertencer" e ter alguém que "pertence" a você.
Hoje talvez eu não sinta toda essa liberdade e sinta insegurança, na verdade não sei o que de fato posso sentir. Vivemos em ciclos fechados. Nada mirabolante em questão de opções e variações para vontade de parceiros sexuais. A oferta é pequena, pelo menos no meu caso.
E infelizmente já me sinto de uma certa forma presa, como já disse. Mas não se preocupe, não a você, mas ao que sinto, que não sei o que é exatamente.